Terça-feira, 14 de Abril de 2009
RELATÓRIO DA HOMOFOBIA
Sangreto
GGB divulga relatório da homofobia no Brasil; Pernambuco lidera ranking de homicídios
por Redação MundoMais
SALVADOR – O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou o relatório completo do número homicídios que vitimaram homossexuais no Brasil em 2008. Segundo o dossiê da violência, 190 homossexuais foram mortos, numa proporção de uma vítima a cada dois dias. Este número é maior do que em 2007, quando o GGB registrou 122 crimes, ou seja, 55% maior.
O estado de Pernambuco volta a liderar o ranking da homofobia com 27 assassinatos. A Bahia aparece em segundo (25), seguida de São Paulo (18) e Rio de Janeiro (12). De acordo com o relatório, o estado de Sergipe é o estado que oferece mais riscos para gays e travestis em termos relativos populacionais. Aquele estado, com dois milhões de habitantes, registrou 11 homicídios.
Na mesma proporção, o estado de Minas Gerais, com 20 milhões, registrou oito mortes. O relatório do GGB aponta que a região nordeste se apresenta como a mais homofóbica. Respondendo por 30% da população brasileira, registrou 48% das mortes. As regiões Sul/Sudeste respondem por 28%, Centro-Oeste com 14% e Norte com 10% dos crimes a LGBT. O GGB alerta que o risco do próximo crime acontecer na região Nordeste é 84% maior do que nas regiões Sul e Sudeste.
Maior risco – Dos 190 assassinados, 64% eram gays, 32% travestis e 4% lésbicas. Conforme os dados, um travesti corre o risco de morte 259 maior do que outros homossexuais. Outro dado alarmante é que 13% das vítimas tinham menos de 21 anos de idade.
Outro dado alarmante é quanto aos assassinos. 65% deles também têm menos de 21 anos, com predomínio dos garotos de programa e vigilantes noturnos. 80% deles dos assassinos são desconhecidos. O predomínio entre as vítimas são os travestis profissionais do sexo, que responde por 92% desta atuação profissional dos travestis mortos.
Além desta profissão, as vitimas eram cabeleireiros, professores, ambulantes, engenheiros, advogados, entre outros. O que mostra que a homofobia não tem classe social. Gays são mais assassinados dentro de casa a facadas ou estrangulados, enquanto travestis são executadas na rua a tiros.
Cenário – Como cenário dos crimes contra homossexuais, a maioria (45%) acontecem dentro da residência, 31% vítimas de facadas, mas também estrangulados e espancados. O assassinato de travestis e transexuais ocorre de diversas formas. 60% das foram vitimas de arma de fogo, 80% executadas na pista ou em espaços públicos.
Requintes de crueldade e tortura prévia fazem parte da maioria destes crimes. Execuções por afogamento, garrafada, degolamento, introdução de madeira no ânus, esquartejamento são as práticas mais comuns. O triste título de país campeão em crimes homofóbicos pertence ao Brasil.
Estes números podem ser maior, como afirma o GGB. “O número verdadeiro deve ser muito maior, pois estes dados baseiam-se em notícias de jornal e internet, já que não existem estatísticas governamentais sobre crimes de ódio no Brasil”, diz o relatório. Para ver a tabela completa do relatório, clique http://www.ggb.org.br/imagens/Tabelas_COMPLETAS_2008_-_assassinatos.pdf
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NÃO HOMOFOBIA
Há quatro anos, tramita no congresso a lei que pune a homofobia no Brasil. Trata-se da PLC/122 Há sete meses, o Grupo Arco-Íris, do Rio de Janeiro, está com um abaixo-assinado na internet para colher 1 milhão de assinaturas. Com isso, pressionar o Congresso e o Senado a aprovarem a lei. No entanto, a campanha conseguiu pouco mais de 37 mil assinaturas até então. É preciso participar para coibir este tipo de violência contra os LGBT. Custa só um tempinho. É simples e fácil. Basta colocar o seu nome completo e número do CPF ou do RG e enviar. As imagens acima mostram que nem tudo na vida LGBT é colorido como as cores do arco-íris. É preciso mobilização. Mobilize-se!
Se ainda não votou, faça isso agora, clicando aqui no site https://www.naohomofobia.com.br/home/index.php
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